Suspeito de matar menina em igreja faz exame de DNA

O principal suspeito de ter estuprado e estrangulado Gabrielli Cristina Eichholz, de um ano e oito meses, foi submetido ao teste de DNA, cujo resultado, que deverá sair dentro de uma semana, será confrontado com o material colhido no corpo da menina. Ela foi encontrada agonizando dentro de um tanque de batismo da igreja adventista em Joinville, Santa Catarina, na manhã de sábado, 3. O titular da Chefia de Polícia do Estado de Santa Catarina, delegado Maurício Eskudlark, esteve pessoalmente na cidade para se inteirar das circunstâncias do assassinato. "Eu fiquei impressionado, o espaço é reduzido, e o autor do crime estava dentro da igreja, disso não tenho dúvidas", adianta ele.Até agora, a suspeita recai sobre o namorado da prima que levou a menina ao culto naquele dia. Eles chegaram com a criança no colo, o que levou algumas pessoas a deduzir que seriam os pais. Durante as orações, o rapaz, que é menor de idade, teria ido até a sala onde estavam as crianças menores, sob pretexto de verificar se ela estava bem, e ofereceu uma bala, sem despertar suspeitas. A partir desse momento houve um lapso de tempo em que ninguém deu pelo sumiço da criança. Minutos depois ela foi encontrada, já mortalmente ferida. O agora principal suspeito ficou por perto e acompanhou a namorada até o hospital. Familiares acreditam que ele seja inocente. "Com toda certeza, este crime foi praticado por alguém com sérias perturbações psicológicas, que escolheu um lugar com fortes significados de ordem sagrada para cometer essa monstruosidade", afirma o delegado.

Agencia Estado,

08 de março de 2007 | 20h19

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