Suspeito de matar menino é preso

Criança de 4 anos foi achada estrangulada, no Pará

Carlos Mendes, BELÉM, O Estadao de S.Paulo

23 Abril 2008 | 00h00

O ex-oficial de Justiça Antônio Sérgio Barata da Silva, de 47 anos, é suspeito de raptar, violentar e matar o menino Pethrus Augusto Maia Orosco, de 4, cujo corpo, com sinais de estrangulamento, foi encontrado na tarde de domingo, boiando às margens de um igarapé na Vila Bacuriteua, em Bragança, nordeste do Pará. Há quatro anos, Barata foi condenado a seis anos de prisão pelo estupro e morte de uma adolescente de 14, em Rondon do Pará. Ele nega ter matado o menino, mas é desmentido por uma irmã de Pethrus, de 19, que teria sido convidada pelo acusado para dar uma volta, mas recusou. Barata, transferido para a capital por medida de segurança, era amigo dos pais da criança, o médico Carlos Orosco e sua mulher, Neide, e teria se aproveitado da ausência do casal para raptar o menino na casa dos avós, segundo a polícia. O corpo do menino está desde ontem no Instituto Médico-Legal Renato Chaves, em Belém. O sepultamento deve acontecer na manhã de hoje, no cemitério Santa Rosa, em Bragança.O delegado Vander Veloso, que investiga o crime, disse que os indícios de envolvimento de Barata são muito fortes. A polícia apreendeu, na casa dele, um computador e várias peças de roupa. Uma delas, uma camiseta suja, teria sido a mesma que o suspeito usava no sábado, quando esteve na casa dos avós de Pethrus, meia hora antes de o menino desaparecer. "Durante o interrogatório, ele caiu várias vezes em contradição", informou Veloso. Por causa disso, o juiz da comarca, Roberto Valois, decretou prisão temporária por cinco dias.Segundo o suspeito, ele teria permanecido na residência dos avós da criança por apenas cinco minutos. Depois disso, foi para um bar. Afirmou ainda que ajudou a família a procurar o menino e, depois de preso, ofereceu seu carro, um Palio, para ser periciado. No carro, havia mechas de cabelo que estão sendo analisadas. Um tio do garoto, Artur Eugênio Brito Maia, foi taxativo: "Não há a menor dúvida de que foi ele (Barata) o assassino. Ele esteve na casa dos avós do Pethrus, duas vezes, no mesmo dia, antes do meu sobrinho desaparecer. Foi a única pessoa que apareceu lá, nesse dia".

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