Suspeito de matar modelo escapa de cerco policial

As buscas da polícia mineira pelo detetive particular Reinaldo Pacífico de Oliveira Filho, suspeito de ser o autor do assassinato da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, encontrada morta emum flat de luxo da capital mineira em agosto de 2000, já se estendiam por mais de 40 horas até o início da noite desta quinta-feira. O suspeito teve a prisão temporária decretada na última terça-feira pela Justiça, a pedido do Ministério Público.O detetive conseguiu escapar de um cerco policial na madrugada, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Eleteria usado três carros na fuga. Segundo os promotores, várias viaturas da Polícia Militar foram usadas na perseguição, que durou até as 5h, sem êxito.O advogado de Pacífico, Marco Túlio Rodrigues de Souza, que nesta quarta-feira havia dito que seu cliente estaria em seu escritório, na região central da cidade, desmentiu a informação. Ele disse ainda que o detetive não fugiu da polícia. O advogado tenta revogar a prisão temporária determinada pela Justiça, mas o promotor Luís Carlos Martins Costa, afirmou que a cada dia fica mais evidente a culpa de Pacífico.Segundo ele, nos próximos dias, o MP deverá apresentar uma prova ?contundente e irrefutável? de que foi o detetive que matou a modelo. A prova deverá ser apresentada junto com a denúncia em, aproximadamente, duas semanas. Na denúncia, a expectativa é que os promotores concluam que houve crime passional e acusem a Polícia Civil de supressão de documentos.Cristiana, que tinha 24 anos, foi encontrada morta em 06 de agosto, no San Francisco Flat Service. O detetive foi seu namorado e, segundo a apuração do MP, teria sido visto deixando o Flat no mesmo dia. Ele prestou depoimento ? considerado pouco convincente ? aos promotores no dia 27 de dezembro do ano passado. Familiares da modelo acusam Pacífico de agredi-la e ameaçá-la de morte. O detetive negou as acusações. O laudo da Polícia Civil concluiu que Cristiana suicidou ingerindo veneno para ratos, mas o MP, que reabriu o caso, descarta tal hipótese e diz que a jovem foi assassinada. A morte dela ganhou grande repercussão porque a modelo mantinha contatos com várias autoridades do Estado. O presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Morais, o ex-secretário de Governo e Assuntos Municipais, Henrique Hargreaves e o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia,prestaram depoimento no caso.

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