Suspeito de pedofilia, humorista Mução é solto após irmão se apresentar à polícia

Engenheiro da computação teria utilizado perfis e e-mails em nome do radialista afirma PF

estadão.com.br,

30 Junho 2012 | 03h04

SÃO PAULO - Em entrevista coletiva concedida na noite de sexta-feira, 29, em Recife, a Polícia Federal (PF) anunciou que o radialista Rodrigo Vieira Emereciano, o "Mução", de 35 anos, estaria praticamente inocentado do crime de pedofilia realizado via internet, pela qual quadrilhas vinham compartilhando arquivos de pornografia infantil.

 

O radialista, que foi preso em Fortaleza (CE) na última quinta-feira, 28, e transferido para a capital pernambucana, após prisão temporária de cinco dias expedida pela justiça, deixou a sede da PF por volta das 21 horas para realizar exame de corpo de delito.

 

O irmão de Mução, um engenheiro de computação, de 23 anos, que possui grande conhecimento em informática, é o principal suspeito pelos crimes. Ele, segundo a polícia, teria criado e-mails e perfis em nome do radialista. Segundo o delegado Nilson Antunes, Rodrigo Vieira levantou a hipótese de que alguém muito próximo dele, que teria acesso à casa e às senhas, poderia ser o responsável por tudo.

 

O engenheiro se apresentou à polícia, acompanhado do advogado, mas não ficou preso pois não houve flagrante, afirmou a PF. "O rapaz é engenheiro de computação e tem conhecimento aprofundado de informática. Era responsável pelo parque tecnológico da empresa, instalava softwares, tinha pleno acesso aos computadores do irmão e de outras pessoas da empresa.", disse o delegado.

 

Na quinta-feira, 28, a PF desarticulou uma rede internacional de compartilhamento de pornografia infantil na internet nesta quinta-feira. A operação, denominada DirtyNet (Rede Suja), teve apoio do Ministério Público Federal e da Interpol e prendeu 32 suspeitos em nove Estados brasileiros. A investigação, iniciada em dezembro do ano passado, identificou 160 usuários na América, Europa, Ásia e Oceania, dos quais 63 no Brasil e 97 no exterior.

Mais conteúdo sobre:
Pedofilia Interpol radialista pornografia

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.