Suspeito de seqüestro de monomotor está em coma

Dois corpos humanos carbonizados e peças retorcidas espalhadas em um pasto, foi o que sobrou da aeronave Bonanza de prefixo PT-ISL, desaparecida desde o último dia 18 quando decolou de Tupã (SP). O dono da propriedade rural onde a aeronave explodiu após colisão, Eugenio Figueredo Campuzano, conseguiu sair com vida do acidente, e está internado desde hoje cedo com queimaduras de terceiro grau por todo o corpo, na Santa Casa de Campo Grande, sob vigilância constante de policiais de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraguai. Em 1993, ele foi acusado pelas autoridades do país vizinho, de envolvimento com o narcotráfico internacional, e pode estar ligado ao seqüestro do Bonanza, que era pilotado por Valdir Guarezzi, 66 anos. O avião explodiu depois de bater em uma árvore na localidade paraguaia de Yby Ya`u, situada no Departamento de Concepción a 120 quilômetros de Ponta Porã, extremo sul de Mato Grosso do Sul.Segundo informações dos policiais que investigam o caso, Guarezzi decolou de Marília na manhã do dia 18, embarcoupassageiros na cidade vizinha de Tupã, com destino ao Paraná. A aeronave é de uma empresa de táxi-aéreo de Marília, e deveria voltar ao local de partida no mesmo dia. Em pleno vôo, um dos passageiro anunciou o sequestro, desviando o aparelho para o Paraguai onde foi abastecido para decolar novamente. Uma das hipóteses levantadas pela polícia é a de que um dia depois do sequestro, o piloto foi obrigado a transportar entorpecentes, e sabendo que seria assassinado, provocou o acidente descoberto somente no início da noite de hoje, por populares que encontraram partes da fuzelagem no mato.O fazendeiro está em estado de coma, o que impede o interrogatório da polícia. Dois de seus empregados que assistiram a explosão do Bonanza, foram ouvidos e dispensados, não fornecendo informações que pudessem ajudar nas investigações. A única ajuda que prestaram foi indicar onde estavam enterrados os corpos das duas vítimas fatais, em um terreno da propriedade rural. Ambos foram desenterrados e transportados para Ponta Porã, onde aguardam as providências para o reconhecimento.

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