Suspeito do caso Staheli não deverá ir a júri popular

O caseiro Jossiel Conceição dos Santos, denunciado pelo assassinato do casal Staheli, poderá não ir mais a júri popular. Na segunda-feira à noite, o desembargador Ângelo Moreira Glioche, da 8ª Câmara Criminal, concedeu liminar em favor de habeas corpus impetrado pelo Ministério Público no sentido de transferir do 4º Tribunal do Júri para uma vara criminal o processo ao qual ele responde. Os defensores públicos do rapaz deverão recorrer da decisão. O MP denunciou Santos por latrocínio (roubo seguido de morte), crime que deve ser julgado por uma vara criminal. Isso porque, em um de seus depoimentos, ele disse que havia entrado na casa de Todd e Michelle Staheli para assaltá-la e que os matou porque eles acordaram. Além disso, o rapaz foi preso, no dia 1º de abril, depois de invadir outra casa do condomínio dos americanos, o Porto dos Cabritos, na Barra da Tijuca. Mas a juíza do 4º Tribunal do Júri, Maria Angélica Guerra Guedes, que recebeu a denúncia, entendeu que o caso era de duplo homicídio e que, por isso, deveria passar por um júri. A promotora Ana Cíntia Lazary Serour, do 4º Tribunal do Júri, entrou com o habeas corpus na manhã de segunda-feira, pouco antes de Maria Angélica começar a interrogar o caseiro. A resposta do desembargador saiu somente à noite e estava valendo até as 18 horas de ontem.A defesa de Santos prefere que ele seja julgado por duplo homicídio e não por latrocínio porque, se ele for condenado, a pena mínima prevista por este último crime é maior (20 anos de prisão). Já para autores de homicídio qualificado (mediante pagamento de recompensa, por motivo fútil ou feito com crueldade), a pena mínima é de doze anos. A juíza Maria Angélica decidiu, depois do interrogatório de anteontem, que o caseiro responderia ao processo em liberdade. Ela também determinou que ele fosse submetido a exame de sanidade mental, por ter apresentado, durante a investigação policial, diferentes versões sobre sua participação no crime. Com a mudança para uma vara criminal, a situação de Santos pode mudar, dependendo da decisão a ser tomada pelo próximo juiz.

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