Suspeito nega envolvimento na morte de Toninho do PT

A polícia ouviu hoje, durante três horas, o depoimento de mais um dos acusados de matar o prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT. Anderson Rogerio David, de 20 anos, o ?Boca?, voltou a negar participação no delito, dizendo que estava na casa de sua sogra, na noite do crime, 10 de setembro do ano passado. " Sou injustiçado", afirmou. Os policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que passaram a investigar o caso, após o Ministério Público considerar insuficientes as provas obtidas pela polícia de Campinas, perguntaram a Boca se ele saberia quem poderia ter assassinado o prefeito, e questionaram-no sobre se algum policial estaria envolvido. O suspeito disse não saber nada sobre o delito. Preso no fim do ano passado, Boca confessara ter sido um dos autores do homicídios. Depois, voltou atrás e afirmou que havia sido pressionado para confessar. "Depois que fiz 18 anos eu parei de roubar", disse o suspeito. Sua advogada, Romilda Maria da Costa Dias do Vale, afirmou que deve entrar na Justiça com um pedido de indenização contra o Estado pelos danos impostos ao seu cliente. Durante a tarde de hoje, policiais do DHPP e promotores reuniram-se com a prefeita da cidade, Izalene Tiene (PT), para informar os rumos das investigações. Para a polícia, dificilmente a apuração apontará autores diferentes dos já constatados pela inquérito feito na delegacia seccional da cidade. Além de Boca, já foram ouvidos, nesta nova fase, outros dois suspeitos do crime: Globerson Silva e Flávio Claro. O quarto acusado do delito, A.S.C., de que época dos fatos tinha 17 anos e agora já tem 18, ainda será ouvido pelos policiais.

Agencia Estado,

17 de janeiro de 2002 | 16h47

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