Suspeito nega ter assassinado deputado no Rio

O preso Jorge Luiz da Silva, suspeito de ser um dos assassinos do deputado Valdeci Paiva de Jesus (PSL), negou hoje, em depoimento à Comissão de Constituição e Justiça da Alerj, ter envolvimento no caso e disse que não conhecia Vanderlei da Cruz, acusado de tê-lo contratado para a execução do crime. Cruz, que está preso, é assessor do deputado Marcos Abrahão, então suplente de Jesus. No depoimento à comissão - que decide sobre a abertura do processo de cassação de Abrahão - Silva afirmou que não teria condições de sair 31ª Delegacia Policial (Ricardo Albuquerque), onde estava preso, no dia do crime. "A única permissão era sair para jogar o lixo fora e, mesmo assim, acompanhado de um policial", contou Silva, que disse trabalhar como faxineiro na carceragem. O preso informou ainda que o local é vigiado por câmeras, que comprovam sua presença na carceragem do dia do assassinato. Silva e Adílson da Silva Pinheiro, outro preso, teriam sido contratados para matar o deputado, executado em 24 de janeiro, com 19 tiros. Ambos teriam saído da delegacia onde se encontravam para cometer o crime. Abrahão assumiu a vaga como deputado na Assembléia Legislativa em fevereiro e é suspeito de ser o mandante do assassinato.

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