Suspeitos de crime em Bragança devem ser denunciados

A promotora Ana Maria Buoso Piovesana, quinta promotora de Justiça de Bragança Paulista, terá até dez dias para apresentar denúncia do Ministério Público contra os homens apontados como os responsáveis pela morte da gerente Eliana Faria da Silva, 32 anos, seu marido Leandro Donizete de Oliveira, 31 anos, e o filho do casal, Vinícius Faria de Oliveira, 5 anos, à morte. As vítimas foram queimadas na madrugada de segunda-feira, após assalto praticado na noite do domingo. Nesta sexta-feira, o inquérito sobre o latrocínio que chocou a cidade nesta semana foi encaminhado à 2ª Vara Criminal de Bragança e distribuída à Promotoria. Capturados na segunda e terça-feira, o serralheiro Joabe Severino Ribeiro, 36 anos, e o eletricista Luiz Fernando Pereira, 37 anos, foram presos e transferidos para a Penitenciária II de Sorocaba. Ambos confessaram à polícia a participação na ação. Para o delegado seccional, Paulo Tucci, o motivo do crime seria o roubo. O que teria levado os assaltantes a matar três pessoas e ferir gravemente outra foi o medo do reconhecimento, disse o delegado. Na quinta-feira, 14, a polícia encontrou R$ 15.459,26 em cheques, notas e moedas roubados da loja Sinhá Moça. O dinheiro estava no forro da casa de Pereira. O clima na cidade, durante os últimos dias, foi de revolta e pesar. No domingo, 17, familiares, amigos e moradores do município se reúnem em missa marcada para as 19 horas, na igreja Nossa Senhora Aparecida, na Vila Aparecida, em homenagem às vítimas. A pedido de amigos da família, Vinícius Faria de Oliveira também será homenageado na missa das crianças da Catedral de Bragança, no Centro, às 9h30 deste domingo.SobreviventeA única sobrevivente do latrocínio que chocou Bragança, Luciana Michele de Oliveira Dorta, foi submetida neste sexta-feira à primeira cirurgia, na tentativa de reconstituir o tecido das áreas queimadas. A gerente-caixa teve 70% do corpo gravemente ferido. Ela estava no carro incendiado. Segundo informou o coordenador de tratamento de queimadura do hospital em que Luciana está internada, Flávio Novaes, a cirurgia obedeceu as expectativas do corpo médico e ocorreu dentro de padrões normais para pacientes em estado grave e estável, como é o caso de Luciana. Até o início da noite desta sexta, ela permanecia em observação no centro cirúrgico da unidade de tratamento de queimaduras. Não foi a única cirurgia pela qual a gerente-caixa terá de passar, para recuperar o tecido atingido durante o trauma. Segundo informaram os médicos, por meio de assessoria, esse processo é lento e realizado em etapas para preservar a saúde do paciente. Policiais, responsáveis pelo hospital e membros da família da moça de 27 anos pediram que o nome do hospital não fosse divulgado, para garantir a segurança da paciente. Ela foi transferida de Bragança para lá com escolta policial. Segundo familiares, Luciana teria sofrido ameaças após o latrocínio.

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