Suspeitos de fraude em concurso da PM são presos no Rio

Nove pessoas suspeitas de tentar fraudar o concurso para a Polícia Militar do Rio de Janeiro foram presas hoje por agentes do serviço reservado da corporação durante a realização da prova. Quatro dos acusados prestavam exame no Maracanã, e outros cinco, na Sociedade Universitária Augusto Motta (Suam), em Bonsucesso (zona norte). Eles teriam anotado o suposto gabarito em seus telefones celulares. Até o início da noite, o chefe de Relações Públicas da PM, tenente-coronel Leonardo, não retornara ligações do Estado, para esclarecer se o concurso seria anulado e informar os nomes dos presos.A Fundação Escola de Serviço Público (Fesp), responsável pela organização do concurso, negou a fraude. Há dois meses, porém, a primeira etapa do concurso já fora anulada porque policiais militares obtiveram as provas e venderam gabaritos. "Não há fraude, mas oportunismo de algumas pessoas que querem desestabilizar o processo seletivo feito pela Fesp", afirmou o diretor de recrutamento e seleção da instituição, João Luiz Valente. Ele disse que apenas amanhã, a partir de meio-dia, o gabarito oficial será produzido e encaminhado à PM, que o divulgará. A Fesp informou que 51.268 pessoas se inscreveram no concurso, no qual foram oferecidas quatro mil vagas com salário inicial de R$ 750. O índice de faltosos foi de 37%. Cinco mil pessoas trabalharam na organização.

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