Suspeitos de homicídio de policial têm prisões preventivas decretadas

Cinco suspeitos da morte do policial ambiental Arildo Ferreira da Silva, executado a tiros em Ribeirão Preto, em 14 de maio, no dia em que ocorreu a onda de ataques de criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça local. Na noite de quarta-feira, 14, os quatro homens, que estavam detidos temporariamente no anexo do 1º DP, foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) do município. A mulher foi levada para a Cadeia Feminina de São Simão. Todos respondem por homicídio qualificado.A delegada do Setor de Homicídios, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Maria Beatriz Moura Campos, disse acreditar que o crime tenha sido uma ação do crime organizado. Apenas um dos cinco detidos, dias depois, Leandro Reis Americano, o Bigato, assumiu o crime, mas não confirmou a ligação com o PCC. Os outros detidos - Marcos Leandro Alves da Silva, Alexandre Benati Baroni, Bruno Elias Barbosa e Fernanda Rosseto - negaram suas participações no crime e ligações com a facção criminosa. Fernanda foi detida porque é vizinha da namorada de Silva e teria dado as informações aos homens. Silva foi executado com vários tiros (15 cápsulas foram deflagradas) de pistola 9 milímetros ao sair da residência da namorada, no bairro Geraldo de Carvalho. As armas, escondidas e enterradas num terreno por Barbosa, foram apreendidas.A delegada Maria Beatriz concluiu o inquérito e pediu as prisões preventivas. O Ministério Público Estadual (MPE) recebeu o pedido e também pediu à Justiça as prisões, que foram concedidas pelo juiz da 2a Vara Criminal. A defesa dos acusados poderá recorrer da decisão judicial.

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