Suspeitos de ligações com tráfico no Morro da Mangueira são presos

Oito suspeitos de ligações com o tráfico de drogas no Morro da Mangueira, zona norte, foram presos hoje durante uma megaoperação que incluiu cerca de 150 policiais. Entre os detidos estão quatro acusados de gerenciarem a venda de drogas em diferentes localidades da favela e um criminoso condenado por assalto. Os outros três são adolescentes. Cássio Monteiro das Neves, principal líder do tráfico no morro ainda em liberdade, não foi encontrado. Ele é primo do traficante Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, preso em Bangu 1, e dono do comércio de drogas na favela ao lado de Alexander Mendes da Silva, o Polegar. Essa foi a primeira ação da polícia no morro depois que o ex-comandante do 4º Batalhão tenente-coronel Erir Ribeiro denunciou o secretário de Esportes, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, por pedir trégua nas operações policiais na favela. Os policiais civis tinham em mãos 29 mandados de prisão expedidos pela Justiça com base num inquérito da 17ª Delegacia de Polícia (São Cristovão) iniciado há três meses, quando nove policiais invadiram o morro e apreenderam 57 quilos de cocaína, 27 quilos de maconha, fuzis e metralhadoras. A ação provocou prejuízo estimado em R$ 1 milhão. "Parece que o Cássio e outros gerentes deixaram o morro temendo ser cobrados por esse prejuízo", afirmou o titular da 17.ª DP, delegado Fábio da Costa Ferreira. Os 150 policiais chegaram à favela às 9h30 e saíram seis horas mais tarde. Não houve reação dos criminosos. O chefe da Polícia Civil, delegado Álvaro Lins informou que a operação de hoje havia sido planejada há "mais de uma semana." "Foi feito um levantamento aéreo com a aeronave que está disponível na Secretaria de Segurança, planejamos a incursão, conseguimos os mandados e deflagramos a operação", disse. Os presos na operação foram Edgard Alves de Santana, o Edgarzinho, José Carlos Moreira da Silva, o Pará, José Carlos Rodrigues Pereira do Nascimento, o Tcheco, Ivan Godinho Pereira, o Javali e Nelson de Brito Filho - condenado por assalto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.