Suspeitos têm 'perfil de estuprador', diz polícia sobre mulheres violentadas em PE

Investigadores não acreditam que crime tenha sido vingança; mulheres de 31 e 42 anos foram amarradas, espancadas e estupradas neste sábado - uma das vítimas morreu

Monica Bernardes, Especial para O Estado

22 de junho de 2015 | 17h40

RECIFE - A Polícia Civil da Paraíba e de Pernambuco afirma que é "mínima" a hipótese de que as duas mulheres sequestradas em João Pessoa e estupradas em Pernambuco neste sábado, 20, tenham sido alvo de vingança. Segundo o delegado Walter Brandão, responsável pelo inquérito, os dois jovens acusados de cometer o crime têm "perfil de estuprador". G.F.S, de 42 anos, e C.F.F., de 31, foram amarradas, espancadas e violentadas em um canavial, no município de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. G.F.S. morreu e C.F.F ficou ferida e está internada. A dupla levou o carro em que elas estavam, joias, dinheiro e uma bolsa.

As mulheres foram sequestradas no bairro de Jardim Cidade Universitária, na capital da Paraíba, quando saíam de uma festa infantil. C.F.F. estava acompanhada do filho, um bebê de 9 meses. Ela teve fraturas múltiplas e uma grave lesão no baço e foi submetida a uma cirurgia. A criança foi socorrida em um hospital da região de Goiana e recebeu alta no domingo. 

Em Pernambuco, o caso está sendo tratado como homicídio. Já na Paraíba, a Polícia Civil trabalha com possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte). O delegado Brandão afirma que já colheu depoimento de cinco pessoas, incluindo os maridos das vítimas, que serão ouvidos novamente.

Os suspeitos teriam dito que o carro em que elas estavam seria usado para assalto a bancos, mas a polícia não confirma a informação.

Segundo o delegado de Homicídios de Goiana (PE), Herbert Martins, que está à frente das investigações no Estado, os suspeitos têm entre 25 e 40 anos e são morenos. "Já temos fortes indícios de quem seja os autores desse crime bárbaro. Não podemos revelar mais detalhes para não atrapalhar as investigações. Nossas equipes estão diligências. Nenhuma hipótese do crime foi descartado. Inicialmente estamos trabalhando como sendo homicídio, mas pode ser latrocínio."

A investigação corre em segredo de Justiça.

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