Suspensa greve de ônibus no Rio

Sindicato avalia que adesão foi de 70%; negociações serão retomadas na semana que vem

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo

24 de maio de 2010 | 19h26

Pela manhã, região da Central do Brasil teve filas. Foto: Fabio Motta/AE

 

RIO - A adesão foi parcial à greve dos motoristas de ônibus. De acordo com a Rio Ônibus, cerca de 60% da frota circularam normalmente. O Tribunal Regional do Trabalho considerou a greve legal, mas determinou que 70% da frota de ônibus municipais circulem no horário de rush e 40% no horário normal. O Sindicato dos Rodoviários avalia que a adesão foi de 70%. À noite, a entidade informou que a greve foi suspensa.

 

De acordo com o sindicato, os representantes dos rodoviários vão discutir durante oito dias propostas com os empresários e devem se reunir novamente na semana que vem. O movimento reivindica 15% de aumento, fim da função de cobrador para os motoristas e benefícios. As regiões mais afetadas foram a zona oeste e parte da zona norte da cidade.

 

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, disse que a greve é política e visa afetar as eleições para o Governo do Estado. "Isso tudo é momento. Não tem o pré-menstrual? Tem o pré-eleitoral", declarou o governador. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Antônio Branco, negou as acusações. "Isto é uma tentativa de confundir a categoria. Não temos nada a ver com isto (eleições)", afirmou o sindicalista.

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