Suspensas negociações com presos rebelados

Foram suspensas por volta das 20h30 as negociações com os presos rebelados no presídio do Carumbé. A rebelião começou às 15 horas desta quinta-feira, quando os detentos recusaram-se a retornar para as celas e não permitir a saída das visitas.A recontagem da lista oficial dos reféns feita nesta sexta à noite mostra que ao todo 168 pessoas estavam em poder dos presos: 107 mulheres, 7 homens e 54 crianças.Dessas, 29 - 22 mulheres e 7 crianças - já foram libertadas. Ao todo, 139 pessoas - entre elas 4 agentes carcerários - permanecem há mais de 30 horas como reféns.Antes, a polícia havia informado que os presos rebelados teriam 120 reféns.Segundo o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel José Maria Antônio Ribeiro, as negociações serão retomadas neste sábado a partir das 8 horas.Energia elétrica, água e alimentação foram cortadas no início da noite para os 368 rebelados.A secretária de Justiça e Cidadania não autorizou a entrada de policiais do Comando Independente de Operações Especiais (Cioe) para sufocar o motim."As negociações agora terão que partir do preso; nós só voltamos a conversar amanhã", disse o deputado estadual Gilney Viana (PT), que entrou no presídio para conversar com os presos.Segundo a polícia, cerca de 300 homens da Polícia Militar ficarão de sobreaviso nas proximidades do presídio.De acordo com o deputado, os preços querem a exoneração do diretor Elpídio Onofre Claro, acusado de maus tratos e corrupção. O diretor nega as acusações.De acordo com a polícia, os presos estão armados com revólveres, facas e armas artesanais. Não há informações de nenhum ferido.Segundo a assessoria de comunicação da PM, o clima dentro do presídio é tranqüilo. Hoje, inclusive, em plena Sexta-Feira Santa, houve um churrasco dentro do presídio.Durante o dia foi grande a movimentação de pessoas na frente do presídio que queriam obter informações sobre os presos e os reféns.

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