Suzane renuncia oficialmente à herança dos pais

Os advogados de Suzane von Richthofen protocolaram, nesta quarta-feira, 19, na 3ª Vara de Família e Sucessões do Fórum de Santo Amaro, zona sul de São Paulo, pedido de desistência da herança do casal Marísia e Manfred. Para o promotor Roberto Tardelli, "a ação não traz nenhum efeito para esse julgamento, porque não está juntada nos autos. Além disso, a renúncia é a um ato unilateral. Não precisa de processo judicial. Também não impede o andamento da ação para deserdar Suzane, movida por Andreas".O julgamento de Suzane e dos irmãos Christian e Daniel Cravinhos entrou no terceiro dia, com a oitiva de testemunhas. Depois dos depoimentos, pode ser feita acareação entre Daniel e Suzane porque os dois apresentaram versões diferentes na primeira fase do processo e se contradisseram quando foram ouvidos. Apesar de o Ministério Público ter feito o pedido, Tardelli disse que o procedimento não será necessário após depoimento das testemunhas.O próximo passo é a leitura do processo. Como são 14 volumes, os promotores Roberto Tardelli e Nadir de Campos Júnior vão propor que sejam selecionadas as partes mais relevantes da ação.O crimeOs três réus são acusados de planejar e matar os pais de Suzane na casa em que a família vivia, na zona sul da capital paulista. Suzane, Christian e Daniel estão presos. Foram denunciados pelo Ministério Público por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Christian Cravinhos, especialmente, também responde por furto no mesmo processo. O crime aconteceu em outubro de 2002.A estratégia traçada pela defesa dos irmãos Cravinhos é a de que foi Suzane quem arquitetou o plano. Os advogados da jovem afirmam o contrário: para eles, Suzane sempre foi inocente e não poderia ter planejado o assassinato dos pais porque se relacionava muito bem com eles.

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