TAM completará indenizações de vítimas se necessário, diz Bologna

O presidente da TAM, MarcoAntonio Bologna, disse nesta quinta-feira à CPI da crise aéreana Câmara que, se o seguro da empresa for insuficiente paraindenizar os familiares das vítimas do vôo 3054, a empresa vaicomplementar os pagamentos. "A TAM tem um seguro de cobertura ampla. Se esse não forsuficiente, o que nós não acreditamos, ele será tambémcomplementado pela companhia naquilo que for necessário",afirmou Bologna. Segundo o balanço da TAM relativo ao primeiro trimestre, omais recente disponível, a empresa mantém cobertura de segurospor "montantes acima dos valores mínimos obrigatórios queconsidera necessários para cobertura de eventuais sinistros". "A cobertura de seguros (da TAM) para o ramo aeronáutico--casco e responsabilidade civil em conjunto-- apresenta ovalor máximo indenizável de até 1,5 bilhão de dólares", deacordo com o documento. Bologna explicou que as indenizações serão pagas apósanálise caso a caso. "A apólice cobre amplamente todos osriscos, e (o assunto) será tratado individualmente, levando emconsideração a situação de cada família", acrescentou. O Airbus A320 da TAM protagonizou o pior acidente daaviação brasileira em 17 de julho, ao fracassar na manobra depouso em Congonhas. A aeronave atravessou a pista do aeroporto,avançou num vôo rasante sobre uma movimentada avenida nacapital paulista, chocando-se contra prédios, incluindo um daTAM Express e um posto de gasolina. As 187 pessoas a bordo e pelo menos 12 em terra morreram, etodas serão incluídas no total das indenizações, informou oexecutivo. Sobre os diálogos da caixa-preta do Airbus da TAM,divulgados pela CPI no dia anterior, Bologna disse que tomouconhecimento do conteúdo pela imprensa e que, apenas a partirdesta quinta-feira, a empresa passa a participar do processoinvestigatório. No período da tarde, a CPI deve ouvir o depoimento dorepresentante da Airbus no Brasil, Mário Sampaio. A causa do acidente ainda não está estabelecida, mas já foiidentificado que um dos manetes do Airbus da TAM estava emposição de aceleração quando o avião aterrissou em Congonhas, oque estaria fora da recomendação da Airbus. A aeronave tinha o reverso direito inativo, o que era deconhecimento dos pilotos, como ficou claro pela degravação dodiálogo na cabine. A Airbus permite que as companhias operem asaeronaves por 10 dias sem um dos reversores e orienta que énecessário que os pilotos posicionem as alavancas que controlama aceleração (manetes) em ponto morto (idle).

REUTERS

02 de agosto de 2007 | 11h42

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