TAM nega que passageira tenha ficado parcialmente fora do avião

A versão de que o marido da passageira Marlene Aparecida Sebastião dos Santos, de 48 anos, vítima do acidente com o vôo 9755 da TAM, a tenha segurado pelas pernas para evitar que ela fosse sugada para fora da aeronave antes do pouso forçado em Belo Horizonte, foi negada pela assessoria de imprensa da companhia aérea. Segundo a TAM, Angelo dos Santos, que estava sentado ao lado de Marlene, teria segurado a cabeça da mulher junto ao próprio peito, até que o avião fizesse a aterrisagem de emergência no Aeroporto Internacional de Confins, região metropolitana da capital.A informação de que a passageira teria ficado com parte do corpo para fora da areonave foi dada por um funcionário do aeroporto, que teria ouvido a história de um dos outros 80 passageiros do avião. Marlene morreu, segundo laudo do Instituto Médico Legal de Belo Horizonte, em razão de traumatismo craniano e mutilação na cabeça, provocados pelo impacto do objeto que se desprendeu do motor. Depois de um problema no motor direito da aeronave, uma peça se soltou e atingiu três janelas, entre elas a da poltrona na qual Marlene se encontrava. Técnicos do Departamento de Aviação Civil (DAC) e uma equipe da Polícia Federal fizeram perícia no avião, um Fokker 100 fretado à TAM por uma agência de turismo, cujo nome não foi informado. Nenhuma autoridade, no entanto, prestou informações sobre o que aconteceu, até o início da noite deste domingo. O avião foi estacionado em um hangar de Confins e lacrado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.