TAM paga a primeira indenização

Empresa não divulgou o valor nem a quem foi feito o pagamento; presidente da empresa participou de ato ecumênico

Bruno Moreschi, O Estadao de S.Paulo

24 Julho 2007 | 00h00

A TAM divulgou ontem que pagou a primeira indenização do acidente do vôo 3054. A informação foi dada na Assembléia Legislativa de São Paulo pelo presidente da empresa, Marco Bologna, que não especificou valor nem a quem foi paga a indenização. No ato ecumênico que ocorreu antes da coletiva de imprensa, representantes de sete religiões falaram sobre o acidente. Bologna se sentou na primeira fila, mas a imprensa foi impedida de fotografá-lo ou filmá-lo. Jornalistas tiveram de ficar nos fundos do auditório. Apenas três famílias de vítimas participaram do encontro organizado pela TAM. Em dois momentos, parentes aplaudiram. A primeira vez foi quando o rabino Alexandre Leone disse que "as mortes precisam significar mais consciência e menos banalidade nas coisas feitas neste País". Depois, o pastor luterano Herman Wille recebeu aplausos. Ele comparou o caos na aviação à Torre de Babel bíblica. "No Brasil, as empresas e as agências estatais, o governo e a sociedade, cada um fala uma língua diferente", comparou. No fim do ato, os poucos parentes que estavam no local conversaram com o presidente da TAM. Jaqueline Smith, irmã do engenheiro florestal Edmundo Smith, que estava no vôo, pediu para que Bologna cobre mais agilidade na identificação dos corpos. Ela contou que vários objetos pessoais das vítimas, que poderiam ajudar na identificação, foram considerados "objetos não identificados" pelo Instituto Médico Legal (IML). "Vi celulares intactos e anéis de casamento. Tudo isso poderia facilitar o trabalho." Mais tarde, os parentes das vítimas reuniram-se ontem no Hotel Blue Tree Tower, onde estão hospedados, com os secretários de Estado da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, e da Justiça, Luiz Antônio Marrey. Ficou definido que uma comissão formada por quatro familiares dos passageiros vai poder entrar no IML e acompanhar de perto o trabalho dos médicos legistas. Em Porto Alegre, cerca de 150 pessoas também participaram de ato ecumênico. No local, o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PPS), e a governadora gaúcha,Yeda Crusius (PSDB), prometeram pressionar o IML de São Paulo para acelerar a identificação dos corpos. Enquanto os passageiros enfrentavam filas no check-in de Congonhas, o padre João Vicente de Pádua abençoava os funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). No alto-falante, era anunciada a missa de sétimo dia da tragédia do vôo 3054. A cerimônia ocorreu por volta das 16h30 no Pavilhão de Autoridades de Congonhas e contou com presença de 50 pessoas. Alguns funcionários da Infraero estão recebendo tratamento psicológico, após entrarem em estado de choque por causa do acidente com o 3054.

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