Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Também houve disparos dentro do ônibus sequestrado no Rio, diz delegada

Informação preliminar da perícia aponta que a maioria dos tiros, porém, vieram de fora do coletivo

Tiago Rogero, estadão.com.br

10 Agosto 2011 | 12h38

RIO - Dois policiais militares confirmaram, em depoimento na 6ª Delegacia de Polícia (Cidade Nova), que efetuaram disparos de pistola ontem à noite durante o sequestro ao ônibus na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio. Mas, de acordo com a investigação, a perícia também vai apontar tiros realizados de dentro para fora do coletivo. Cinco pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave.

 

As testemunhas ouvidas informaram não ter havido disparos no interior do ônibus. Segundo a delegada-adjunta Sânia Cardoso, no entanto, as análises realizadas nesta manhã indicaram que, apesar de a maior parte dos tiros ter ocorrido de fora para dentro do coletivo, também há marcas no sentido contrário. Os resultados da perícia deverão ser divulgados ainda hoje. A perícia também vai avaliar se há algum projétil de arma que não seja da PM.

 

A delegada-adjunta ainda informou que um dos presos, Jean Junior da Costa Oliveira, 21 anos, é sobrinho do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira Mar. Ele foi detido depois de buscar atendimento no hospital particular São Lucas, em Copacabana, na zona sul da cidade.

 

"Solicitamos à Justiça a expedição de mandado de prisão preventiva contra o quarto integrante da quadrilha, Clerivan da Silva Mesquita, 19, reconhecido no banco de imagens da delegacia", disse a delegada. Ela não descarta a participação de um quinto elemento no sequestro, de acordo com o depoimento do motorista do ônibus.

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