Também pode faltar água em São Paulo

Até novembro, a Represa de Guarapiranga, responsável pelo abastecimento de 3 milhões de moradores da zona sul de São Paulo, deve apresentar condições que tornam desnecessário o rodízio de água para o sistema.A avaliação foi feita nesta sexta-feira pelo secretário de Estado dos Recursos Hídricos, Antônio Carlos Mendes Thame, com base nos registros da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).Hoje, a represa conta com 53,6% de sua capacidade, enquanto há um ano o nível era de 49,7%. As últimas chuvas e o reforço de abastecimento dado pelo braço do Rio Taquacetuba garantem o atendimento. No entanto, Thame não descarta o racionamento em São Paulo. "O sistema que tem a maior probabilidade de entrar em rodízio é o Cantareira", reafirmou. Este reservatório está com 36,6% da capacidade - ante 62,7% há um ano - e as últimas chuvas foram insuficientes para a recuperação do local.No entanto, o secretário ainda considera que esses dados não são suficientes para dizer se vai haver racionamento. De acordo com Thame, a definição sobre o racionamento ou não na Cantareira deverá sair no dia 18.Outro dado que vai pesar na decisão é o resultado de uma campanha pelo uso racional da água, iniciada no dia 6.Outro sistema que preocupa a Sabesp e já passa por racionamento desde 17 de abril, afetando 300 mil moradores da Grande São Paulo, é o Alto Cotia, cujo reservatório registrava capacidade de 24,2% nesta sexta-feira.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.