Tambores e maracatu tomam conta do carnaval no Recife

Naná Vasconcelos reúne Marisa Monte, Elza Soares e Lia de Itamaracá ao som de 600 tambores

Angela Lacerda , RECIFE

02 de fevereiro de 2008 | 02h13

RECIFE - Ao som de 600 tambores de 14 nações de maracatu, comandados por Naná Vasconcelos, foi aberto oficialmente, na noite desta sexta-feira, 1, em palco no Marco Zero, no Recife Antigo, o carnaval da capital pernambucana. Pelo sétimo ano seguido, Naná uniu maracatus rivais numa festa que teve como convidadas Marisa Monte, Elza Soares e Lia de Itamaracá. "A concentração do encontro é para celebrar as similaridades e exaltar as diferenças, ou vice-versa", declarou o percussionista.

A maratona - que tomou as ruas do Recife e de Olinda há pelo menos dez dias - começou cedo, na Praia de Boa Viagem. Ali, o Clube dos Rapazes Inocentes (CRI), surgido há 38 anos, fechou a avenida. Antes, ao som de duas orquestras de frevo, os foliões tomaram café da manhã.

Como o CRI, cada grupo escolhe horário e local para sua festa, que se espalha pelos bairros. No final do dia, troças, frevos de bloco e outras agremiações convergiram para o Recife Antigo. Só nesse bairro há oito pólos de animação, com palcos onde 500 artistas regionais e nacionais irão se revezar até terça-feira - entre eles, Milton Nascimento, Lenine, Elza Soares, Antúlio Madureira, Silvério Pessoa, Alceu Valença, Moraes Moreira, Paralamas do Sucesso.

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