Tarifa proporcional de pedágio é criticada

Integrantes do Movimento Acesso Livre, que representa moradores e entidades da região oeste do Estado, dizem que o programa para redução das tarifas de pedágio nas marginais da Castelo Branco não atende suas reivindicações e só beneficia a minoria. Os detalhes do Programa de Fidelidade serão divulgados nesta quarta-feira. Entre as alterações que vinham sendo discutidas entre a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e a Viaoeste, concessionária da rodovia, está a redução de 50% nas tarifas (de R$ 3,50 para R$ 1,75), para veículos que passarem pelos pedágios, ao menos, 40 vezes por mês. Os motoristas que utilizarem as marginais entre 20 e 40 vezes por mês devem pagar em torno de R$ 2,50. Abaixo de 20 vezes, seria cobrada a tarifa atual, de R$ 3,50. O controle seria feito eletronicamente. O Movimento Acesso Livre alega que, com o rodízio em vigor na capital, os veículos dificilmente atingiriam a marca de 40 viagens. Também diz que a tarifa, mesmo com as reduções, continua a mais cara do Estado. Para o grupo, o ideal seria que o valor do pedágio fosse fixado com base na quilometragem percorrida, como ocorre nas demais estradas. Dessa forma, o trecho de nove quilômetros custaria em torno de R$ 0,80. Segundo um dos diretores do movimento, Angelo Rizzo, o governo também teria comprometido-se a completar a receita da concessionária, caso a arrecadação com o novo sistema não atinja R$ 120 mil por dia. "É uma atitude eleitoreira. Só foi adotada porque os outros candidatos estão prometendo o fim do pedágio", afirma. Ligação - Outra reivindicação é a reabertura dos acessos da Castelo Branco para os municípios de Carapicuíba, Osasco e Barueri, que foram fechados para forçar a utilização dos pedágios. O caso mais grave é o de Carapicuíba que, em 1988, gastou o equivalente a R$ 15 milhões para construir uma ligação com a rodovia. Com o fechamento, os moradores estão enfrentando congestionamentos para fugir da cobrança. O vereador Marcos Neves (PTB) afirma que o pedágio também afugentou empresários. "Nossa arrecadação caiu, em média, 30%. Em vez de se preocupar com a queda de receita da Viaoeste, o governo deveria olhar para a população."

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