Tarso acredita que divulgação de fotos não prejudicará Lula

O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou nesta quinta-feira, em entrevista no Palácio do Planalto, que a divulgação das fotos dos reais e dos dólares, publicada no Portal do Estadão, que seriam usados por petistas na compra de um dossiê contra candidatos do PSDB é semelhante ao episódio em que policiais teriam deixado material de campanha do PT no local em que seqüestradores mantinham como refém, em São Paulo, o empresário Abílio Diniz, às vésperas das eleições de 1989. Disse ainda que a divulgação das fotos não causará prejuízos à tentativa do presidente de se reeleger."Segunda-feira, vamos comemorar a vitória, apesar de todos os tipos de dificuldades, encenações e infâmias contra o presidente durante a campanha", disse Genro. "A nossa confiança é que ganharemos a eleição no primeiro turno". O ministro defendeu a idéia de que a divulgação das fotos é "uma tentativa desesperada de virar o jogo na última hora".Tarso Genro observou que o processo sobre o dossiê corre em segredo de justiça e, portanto, as fotos não poderiam ser divulgadas. "Certamente, isso (a divulgação) decorre de uma articulação de alguém do PSDB com alguém da Polícia Federal, que violou as normas processuais, numa postura antidemocrática para desestabilizar o processo eleitoral", disse o ministro.Ele destacou ainda que não há relação entre o escândalo do dossiê contra candidatos do PSDB e a campanha do presidente Lula à reeleição. "Essa questão nada tem a ver com o presidente Lula e a candidatura dele à presidência, é um fato circunscrito a São Paulo", afirmou o ministro. DebateO ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou que foi correta a decisão do presidente Lula de não participar do debate de quinta-feira à noite entre presidenciáveis, na TV Globo. "Na verdade, não foi um debate, mas um rosário de acusações infamantes e uma ausência de discussão programática", disse Genro.Ele considerou que a postura dos adversários de Lula, no debate, foi de ódio e revanchismo. "Parece que todos estavam convencidos de que o presidente vai ganhar a eleição no primeiro turno."A uma pergunta se Lula, ao faltar ao debate, havia "amarelado", o ministro fez uma referência à cor vermelha, símbolo do PT, ao responder: "O presidente avermelhou." Genro ainda ironizou a performance dos adversários de Lula no debate: "O Christovam passava a bola para o Alckmin, que passava a bola para o Christovam. E a Heloísa Helena, sempre irada com todo mundo."

Agencia Estado,

29 de setembro de 2006 | 16h07

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