Tarso diz desconhecer nomes para ministérios

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, elogiou nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e disse que ainda não existe manifestação do presidente da República reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre qualquer futuro nome para ministérios no próximo mandato, inclusive para a pasta de Mantega, que tem papel fundamental na política econômica. Em entrevista concedida à TV Bloomberg, Tarso afirmou que "gosta muito" do trabalho do ministro da Fazenda e que a "totalidade" dos demais ministros tem a mesma opinião."Não existe nenhuma manifestação do presidente sobre qualquer ministro do próximo período", comentou Tarso. "Agora, eu, pessoalmente, observo o trabalho do Mantega como um trabalho excepcional. Ele está dando uma continuidade positiva ao que foi feito e agregando novas questões para dar sustentabilidade para o crescimento no próximo período", acrescentou.Um dia após a reeleição de Lula para mais quatro anos, Tarso reiterou que a situação econômica atual dão ao governo a convicção de que, no próximo mandato, será possível compatibilizar taxas baixas de inflação com crescimento elevado do Produto Interno Bruto (PIB). "Não um crescimento aventureiro, mas um crescimento que nos permite crescer 5% no ano que vem", observou.Quanto a eventuais metas de crescimento para a economia, Tarso disse que o presidente Lula, inclusive, reiterou este compromisso em seu primeiro pronunciamento após a confirmação da reeleição. "Há uma compatibilização de metas de inflação, metas de crescimento, naquele sentido, inclusive, que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) vinha postulando há mais de dois anos", afirmou o ministro, numa referência a um documento divulgado pelo CDES, em agosto, em que havia uma proposta de meta de crescimento de 6% ao ano até 2022.Indagado se, por conta da necessidade de crescimento, a taxa básica de juros passaria por cortes mais agressivos, Tarso salientou que a queda na Selic deverá continuar sendo promovida "de maneira técnica e estudada", e não de uma maneira aventureira. "Uma queda violenta da taxa de juros é uma coisa que poderá satisfazer dois ou três setores naquele momento, mas pode ser prejudicial mais tarde", disse. "O declínio da taxa de juros vai continuar sendo controlado pelo Banco Central e a queda vai será em evolução e não uma queda radical", complementou o ministro.

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