Tarso diz que a crise é normal e faz parte da democracia

Em rápida entrevista depois de participar da cerimônia em que recebeu personalidades da literatura, o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que "a crise é normal e está se dando dentro dos parâmetros democráticos". Segundo o ministro, "a crise evidencia, pela primeira vez, o combate total à corrupção sistêmica que ocorria neste país e herdada de governos anteriores, com o combate em todos os frontes, através da Controladoria Geral da União e da Polícia Federal, de crimes de elites, e de quadrilhas herdadas por um estado brasileiro que estão sendo combatidas pelo governo", disse. Tarso disse também que "aquilo que aconteceu em São Paulo (petistas que tentavam comprar um dossiê) nada tem a ver com o Palácio do Planalto, nada tem a ver com Lula enquanto candidato, nada tem a ver com qualquer orientação que tenha vindo da campanha".O ministro fez questão de reiterar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "no momento em que foi informado (das denúncias), tomou providências radicais sobre o assunto". Na opinião de Tarso, a população, ao verificar as medidas tomadas pelo presidente, vai confirmar no dia das eleições as projeções das pesquisas, que indicam vitória no primeiro turno.Tarso acredita também que esta é a "mais dura" disputa eleitoral depois da constituição de 1988. "São dois projetos em disputa. Há um projeto representado pelo governo tucano do Fernando Henrique, com todas as grandezas e debilidades que teve, e há um outro projeto representado por nós, com todas as grandezas e debilidades que temos. O povo brasileiro vai escolher qual é o melhor. Parece que os indicativos que estão sendo dados, é que o melhor é o governo do presidente Lula e é isso que o povo quer repetir. E nossa convicção é que nós temos argumentos suficientes para mostrar que esta crise é uma crise normal do processo democrático e que não atinge em nada o presidente Lula e nem aquilo tudo de bem e de bom que ele fez pelo país".

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