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Tarso diz que governo federal "foi solidário desde o início da crise"

O ministro-chefe das Relações Institucionais, Tarso Genro, deu na noite desta quarta-feira uma nova declaração à imprensa, para tentar aplacar a ira da oposição depois das afirmações que fez no Congresso. Na tarde de hoje, ele atribuiu ao governo Alckmin responsabilidade na crise de São Paulo. Genro afirmou que "o governo não admite receber qualquer imputação de responsabilidade do que aconteceu lá ou compartilhar qualquer responsabilidade" com a crise que ocorreu em São Paulo. Tarso declarou ainda que este "não é um problema de recursos, nem de falta de recursos, originário do governo federal, ainda mais que o governo de São Paulo vem reduzindo as verbas para segurança pública".Segundo o ministro Tarso, o governo federal foi solidário desde o início da crise. "Fizemos oferecimentos e eles estão mantidos", disse Tarso. "Não ofendi ninguém e não atribuí a qualquer pessoa qualquer tipo de relação espúria com a criminalidade", declarou o ministro, que riu quando perguntaram se ele continuava no cargo depois de tais declarações."Eu acho que a oposição ficou um pouco impactada porque ela não esperava que o governo tivesse uma posição firme em relação a esta questão e eu tenho absoluta convicção de que amanhã vai estar tudo normalizado, que as votações vão continuar e que a oposição não pode criar pretextos a partir de interpretações politizadas de maneira inadequada para interromper os trabalhos no Congresso", declarou Tarso, lembrando que conversará com os líderes da oposição no momento que eles quiserem dentro de uma linguagem elevada e qualificada "que estou acostumado a lidar".O ministro disse ainda que "nós temos de nos unificar, acima dos partidos políticos, para defender uma boa política de segurança para todo o País" e "retirar este tema do debate eleitoral, do debate partidário, do debate falsamente politizado"."Queremos deixar claro que transferir responsabilidade para o governo federal do que ocorreu em São Paulo não é correto, não é adequado, não é republicano, não é positivo", declarou Tarso, ressaltando que não disse que a culpa seja da política de segurança pública do governo Alckmin."Minhas declarações estão degravadas e elas começam com apelo de todos nós nos unindo para termos uma boa política de segurança pública do Brasil. A questão é uma questão de fundo, de mais educação, mais inclusão social, mais crescimento econômico, uma polícia mais preparada e mais forte e o exercício da autoridade por aqueles que governam os Estados e as cidades."

Agencia Estado,

17 de maio de 2006 | 21h10

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