Tarso Genro sugere baixar o tom das "querelas políticas"

Um dia após cobrar responsabilidade do ex-governador e candidato do PSDB à presidente, Geraldo Alckmin, na onda de violência que assola São Paulo há sete dias, o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse que oposição e governo devem baixar o tom das "querelas políticas" para resolver o problema na segurança pública.Em entrevista após reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômica e Social, ele deixou claro, no entanto, que não vai recuar das críticas ao PSDB por não ter aceitado a ajuda oferecida o governo federal. "Recuando de quê? Eu não recuo de nada. As minhas posições foram muito claras, respeitosas, institucionais, não ataquei ninguém pessoalmente", afirmou. "Temos de conversar agora e assumir funções e posições de pessoas de Estado para combater a criminalidade organizada e discutir uma cooperação."Segundo ele, a discussão começou com uma declaração do candidato tucano, que acusou o governo federal de não repassar recursos para a segurança pública. "O debate começou à medida em que nós, do governo federal, detectamos uma espécie de transferência de responsabilidade", afirmou. "Isso nós não admitimos". O ministro, porém, avaliou que não é importante saber quem começou o debate.PSDBEm São Paulo, o vereador José Aníbal (PSDB), um dos coordenadores da campanha de Alckmin, afirmou que as críticas de Tarso Genro "são levianas" e refletem uma autocrítica ao próprio PT. "Me parece que a acusação do ministro é uma autocrítica às relações do PT com o crime."Ele garante que "o PSDB não tem um episódio em toda sua história de qualquer relação com o crime". "Já as relações do PT com o crime são públicas, como o assassinato do prefeito Celso Daniel (Santo André), a relação petista com as Farcs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o financiamento do jogo do bicho no Estado do ministro (Rio Grande do Sul)."Apesar das críticas, Aníbal disse que a campanha de Alckmin "não deverá ser baseada em ataques, mas sim em proposições". Na sua avaliação, uma campanha eleitoral deve se basear, prioritariamente, em apresentar soluções à população e não em "mesquinhas brigas políticas".

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