Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE

Tarso nega falta de ações da PF no combate às drogas

Ministro da Justiça rebateu criticas do Secretário de Segurança do Rio e apontou ajuda federal

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2009 | 13h42

O ministro da Justiça, Tarso Genro, rebateu nesta terça-feira, 20, críticas feitas pelo secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, e disse que não está faltando ação da Polícia Federal no combate às drogas.

 

Veja também:

linkGilmar Mendes cobra eficácia no combate ao crime organizado

linkRio investiu só 24% da verba prevista para segurança

linkEpisódio abala Cabral e euforia pela Olimpíada

linkMorre 3ª vítima de helicóptero abatido no Rio

linkOAB diz que confrontos foram 'ataques terroristas'

linkNão vamos desanimar no combate à violência, diz Lula    

 

Ele lembrou que o governo federal tem um convênio com o Rio, que os trabalhos estão se aprimorando e disse que o que se viu nos últimos dias é "um efeito de 30 anos de abandono do Rio de Janeiro". Beltrame, em declarações recentes, disse que as ações de combate ao narcotráfico do Rio estão sendo realizadas principalmente pela Polícia Civil e que isso era atribuição da Polícia Federal.

  

Para o ministro, não é necessário que a polícia do Rio tenha armamentos mais pesados, como os de uso das Forças Armadas, para atuar contra o crime. "O Rio tem efetivo e equipamento suficiente para combater o crime", disse.

 

Além disso, ele afirmou que o governo já colocou à disposição R$ 100 milhões do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) para o Rio. Ele informou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistiu que, se forem necessários mais recursos para ajudar o Rio, eles serão disponibilizados.

 

Tarso Genro assegurou não ter dúvidas de que haverá segurança tanto na Copa do Mundo quanto na Olimpíada de 2016. De acordo com o ministro, embora seja uma tragédia o que aconteceu no Rio no último final de semana, os próprios integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) lembraram que foi muito menor do que o atentado que ocorreu em Londres, logo após aquela cidade ter sido escolhida como sede da próxima Olimpíada.

 

O ministro lembrou que os dirigentes do COI já sabem dos problemas do Rio de Janeiro assim como das soluções que estão sendo dadas para eles e completou: "O que convenceu os dirigentes do COI a escolherem o Rio foi exatamente as ações que estão sendo tomadas para solucionar todos esses problemas".

Tudo o que sabemos sobre:
violênciaRioTarso GenroPFtráfico

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.