Tarso reconhece falta de integração contra o crime organizado

Ministro da Justiça acredita que o PAC da Segurança possa aumentar integração entre as forças policiais

Entrevista com

da Redação, estadao.com.br

05 de março de 2008 | 16h42

O ministro da Justiça, Tarso Genro, fez coro às recentes declarações do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, de que falta integração para a solução de problemas ligados à criminalidade. Em entrevista à Rádio Eldorado, na tarde desta quarta-feira, 5, o ministro afirmou que esse processo de integração ainda não está completo.   "Eu acho que o procurador está certo. O processo de integração vem ocorrendo, mas não terminou. O trabalho de inteligência, não só contra o crime organizado e a lavagem de dinheiro, mas também contra o crime comum faz parte do Pronasci. Aqui em São Paulo, o gabinete integrado de segurança pública leva todo o aparato de inteligência da Polícia Federal para dentro de um relação das autoridades estaduais. Hoje, Tudo começa e termina no crime organizado", declarou o ministro.   Tarso voltou a defender os resultados que podem ser obtidos com a completa implantação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci, batizado informalmente de PAC da Segurança). "Na Pesquisa CNI/Sensus surgiu uma grande novidade. O item segurança pela primeira vez se move positivamente. Isso vem confirmar uma afirmação que eu fiz no inicio do Pronasci, de que a sensação de segurança vai melhorar primeiro do que a segurança. A redução da criminalidade só ocorre de maneira consistente e persistente com políticas preventivas, que estão começando agora", diz.   Bebida nas estradas   O ministro também reconheceu que o governo precisa fazer ajustes na Medida Provisória que proíbe a comercialização de bebidas em rodovias federais. "Há uma reação de uma parte dos parlamentares e de entidades pedindo para que tenhamos mais atenção, na hora da discussão para conversão da medida em lei. Por exemplo, nas rodovias federais que passam por regiões urbanas a lei é aplicada de maneira um pouco desigual para comerciantes que estão a uma quadra da estrada e deveria poder vender bebida. Recebi uma recomendação do presidente que nós, através da nossa bancada, façamos uma negociação para que a MP não perca seu sentido fundamental, que não é proibir a venda de bebida alcoólica, e sim dificultar que os motoristas bebam, e ai buscar uma solução nesses trechos urbanos para que essa concorrência não fique desigualada."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.