Tarso sabia do caso desde maio, dizem parentes

A Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907 desmentiu ontem, em nota, as declarações feitas na véspera pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, que negara ter recebido qualquer queixa por conta da pilhagem aos mortos no acidente da Gol, em setembro. Segundo a presidente da associação, Angelita De Marchi, o caso foi levado a Tarso, verbalmente e por escrito, durante audiência concedida em 28 de maio aos parentes das vítimas. Nessa audiência, Angelita entregou a Tarso Genro um documento pedindo ajuda para apressar as investigações do acidente. Foram listados nove pontos, dos quais o último era "a apuração de responsabilidades no sumiço das bagagens". Segundo ela, depois de tentar ser ouvida por vários órgãos, como o Ministério da Defesa, a melhor acolhida partiu justamente de Tarso, que teria se comprometido a dar, "em breve", uma resposta oficial, além de se dispor a discutir cada item da lista. "Mas isto não aconteceu. "Aguardo até hoje um pronunciamento", disse Angelita. A associação disse ter informado a Aeronáutica em 29 de janeiro. Anteontem, a FAB divulgou nota dizendo que a operação de resgate em Mato Grosso "teve como objetivo principal" a busca e resgate de sobreviventes.

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