Tasso acena com diálogo, mas anuncia oposição ´dura´

O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissatti (CE), em entrevista coletiva nesta segunda-feira, mostrou disposição para dialogar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo mandato, mas anunciou que seu partido não deixará de fazer "oposição dura" ao governo. "Vamos partir para cima. Abrir portas (para o diálogo) não significa anistia para crimes. E não se abrem portas para a cooptação ou para alianças. Não vamos abrir mão de uma oposição dura, constante e dentro daquilo em que a gente acredita, sem deixar de discutir os grandes problemas nacionais, já que estamos convencidos de que estamos certos", afirmou o senador.Ele destacou o fato de que quase 40 milhões de brasileiros que votaram em Alckmin não concordam com os rumos do governo. "A mesma eleição que reelegeu Lula nos pôs na oposição, e temos que dar essa resposta ao eleitor. O diálogo, sim, ele faz parte da política", disse Tasso.Oposição de olhos abertosTasso afirmou ainda que a eleição "não anistia os crimes" e que o diálogo com o governo no segundo mandato do presidente Lula não significa que a oposição vá fechar os olhos para os "erros graves" do passado nem para os eventuais novos erros do governo no futuro. "Não há hipótese alguma disso. As conversas entre governadores e Lula são institucionais, necessárias e obrigatórias. Não precisam ser autorizadas por ninguém do partido, pois eles (governadores) têm independência", afirmou o senador.Ele enfatizou que o governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) e o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), são "absolutamente incooptáveis". "Tenho certeza absoluta disso", declarou.Sobre denúncias de irregularidades e os processos de investigação, Tasso declarou: "Ninguém vai ficar impune, é preciso entender que a eleição não anistia os crimes. Não vamos aceitar a impunidade por causa da eleição." Este texto foi alterado às 19h43 com inclusão de informação

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