Tasso cobra de Bastos origem e destino de R$ 1,7 milhão

O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), cobrou do ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, esclarecimento imediato sobre a origem e o destino de R$ 1,7 milhão, encontrado com Valdebran Carlos Padilha, que é filiado ao PT, e Gedimar Pereira Passos. Os dois foram presos e são suspeitos de intermediar a compra de imagens e documentos que mostrariam o envolvimento dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin com a máfia dos sanguessugas."Coloquei para o ministro que o caso é de muita gravidade e que, acima de qualquer questão eleitoral momentânea e partidária, é preciso o esclarecimento imediato de onde veio e para onde ia o dinheiro apreendido pela Polícia", disse Tasso, que estava no interior do Ceará fazendo campanha.O tucano defendeu que as investigações sejam feitas com transparência. Espera ainda que a Polícia Federal apresente resultados sobre o episódio, no máximo, até a próxima terça-feira. "O ministro me disse que está preocupado e que ficou indignado com toda a história. Falou também que se precisasse era para ligar para ele e disse ainda que conversou com o Serra sobre o assunto", contou o tucano.Tasso Jereissati decidiu telefonar Bastos depois que a Polícia Federal apreendeu US$ 248,8 mil e R$ 1,16 milhão em um hotel em São Paulo, em poder do petista Padilha, empreiteiro de Mato Grosso, e de Gedimar, advogado e ex-agente da Polícia Federal. É praxe nesse tipo de operação que a PF divulgue as imagens do dinheiro apreendido. Mas neste caso isso não aconteceu. "Fugiu do habitual da Polícia e por isso resolvi ligar para o ministro, para o esclarecimento imediato dos fatos. Mas não conversei com o ministro sobre o fato de não ter havido divulgação das imagens", disse o presidente do PSDB.Depois da conversa telefônica, o tucano afirmou ter ficado mais tranqüilo e confiante no "espírito republicano" do ministro para concluir rapidamente e divulgar as investigações sobre o caso. "O ministro Thomaz Bastos tem uma biografia. E é sua biografia que está em jogo. Por isso entre a sua biografia e o PT, acho que ele fica com a biografia", observou Tasso. Ele fez questão ainda de ressaltar que o material apreendido pela Polícia Federal com Paulo Roberto Trevisan (fotos e vídeo) ´não diz nada´".

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