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Tatto diz que aumento da tarifa de ônibus é inevitável

O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, confirmou hoje, em entrevista ao Bom Dia Brasil, da TV Globo, que o preço da tarifa de ônibus em São Paulo deverá mesmo ser reajustado. Segundo ele, há um ano e nove meses o valor da passagem se mantém em R$ 1,40, mas os donos das empresas estão pressionando para que haja um novo aumento para que, segundo ele, as empresas possam dar conta das despesas, entre elas o pagamento do 13º. salário, dois dissídios coletivos e o aumento no preço dos combustíveis.Tatto reconheceu que, diante dessa situação, o aumento da tarifa de ônibus na capital paulista é mesmo inevitável. "Quando os empresários apresentaram suas planilhas de custos pedindo que a tarifa subisse para R$ 1,91, eu achei exagerado, por mais que tenha havido aumento nos insumos. Por isso, nós estamos analisando com cuidado essas planilhas, com bastante critério e vamos verificar. Ninguém gosta de aumento, é uma coisa horrível, a população é penalizada, mas é inevitável", afirmou.O secretário não soube dizer, porém, de quanto será o aumento e a partir de quando deverá entrar em vigor. Ele afirmou que uma equipe nomeada por ele já está analisando a questão, mas é difícil suportar a pressão das viações em função do pagamento do 13º. salário aos motoristas e cobradores. Ele garantiu que um novo modelo vai melhorar em breve a situação do transporte coletivo em São Paulo."Na semana que vem, a prefeita assinará o decreto regulamentando a lei de concessão que foi aprovada e soltaremos o edital, que irá modernizar a concessão e melhorar o transporte coletivo na capital. A partir daí, o empresário que vier aqui para ganhar dinheiro e ir embora não servirá. Empresário que não tiver uma relação democrática com os trabalhadores não serve, que não prestar um bom serviço para a cidade de São Paulo não serve. Então, nós vamos tentar eliminar esses maus empresários que querem que a cidade viva sempre numa situação de emergência".O secretário destacou ainda que não vai tolerar mais que São Paulo pare por causa de uma reivindicação trabalhista localizada. Ele entende como justas as reclamações dos motoristas e cobradores da Viação Expresso Paulistano, mas disse que pretende evitar paralisações como a que categoria realizou nos últimos dois dias e que parou o trânsito no centro da cidade. "Junto com a CET, a Polícia Militar e o Ministério Público nós estamos montando uma operação para evitar esse tipo de protesto na capital?, afirmou.?Uma coisa é a greve, a justa manifestação, e outra coisa é você parar a cidade de São Paulo em razão de uma reivindicação localizada. Isso é inadmissível e por isso ontem mesmo começamos a guinchar os ônibus que estavam na região central". Tatto assegurou ainda que as dívidas junto aos trabalhadores da Viação Expresso Paulistano não foram assumidas pela Prefeitura de São Paulo, como queria o Transurb - sindicato que reúne as empresas de ônibus na capital paulista. Pelo contrário, afirmou que a responsabilidade pelo pagamento à categoria ficou a cargo da entidade patronal.

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