Tatto diz que tarifa é alta diante do serviço prestado

"Os empresários não merecem nem esse valor pela qualidade de serviço que prestam", afirmou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, em respostas às criticas do sindicato patronal Transurb sobre a nova tarifa de ônibus, fixada em R$ 1,70. Os empresários pedem R$ 2.De acordo com Tatto, com a nova tarifa, São Paulo deixa de ser uma das cidades com a mais alta passagem de ônibus do Brasil. "Ninguém gosta de aumentar preços, mas também não podemos quebrar o sistema", justificou.O que mais pesou na composição da nova tarifa, que vigorará a partir de 12 de janeiro, foi o aumento de 64% do óleo diesel e 54% nos lubrificantes, além de dois dissídios de trabalhadores no período.Segundo Tatto, a saída para a crise no transporte coletivo está nas novas concessões do serviço, a serem anunciadas até o fim do mês, para o novo sistema, que funcionará a partir de julho de 2003. "Acho pesado esse valor para a população", reconheceu. Tatto afirmou que a concessão vai tirar do sistema os maus empresários.Em nota divulgada nesta quinta-feira à imprensa, o Transurb "reitera que o reajuste da tarifa de ônibus para R$1,70 é insuficiente para a manutenção do sistema de transporte coletivo na capital".De acordo com o sindicato, desde maio de 2001, insumos como combustível, lubrificantes e peças sofreram reajustes acima da média da inflação.O Transurb afirma também que o número de passageiros teria diminuído: quando o cálculo da passagem atual (de R$ 1,40) foi feito, a média de passageiros por dia era de 94,7 milhões. Hoje, seria de 88 milhões. Além disso, ressalta que o número de estudantes teria dobrado no período: de 7,5% dos passageiros para 15%.

Agencia Estado,

19 de dezembro de 2002 | 22h17

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