Tatto terá de depor sobre notas

O juiz da 1.ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, vai convocar a depor nos próximos dias o vereador Arselino Tatto (PT) e seu chefe de gabinete, Oswaldir Barbosa de Freitas, para que se defendam da acusação de crime eleitoral. Ontem, Silveira aceitou a denúncia do Ministério Público Eleitoral sobre suposto uso de notas frias, pela campanha do petista, na prestação de contas à Justiça Eleitoral em 2008. Ambos agora são réus no processo.Segundo o promotor eleitoral Maurício Antônio Ribeiro Lopes, Tatto apresentou nove notas fiscais frias, emitidas por uma empresa de consultoria da qual Freitas é sócio, no valor de R$ 40 mil. Tatto responde por uso de documento falso e Freitas, por falsificação de documentos. Se condenado, o vereador fica sujeito a pena de 1 a 5 anos de reclusão, pode ser declarado inelegível e até ter o mandato cassado. Os dois negam qualquer irregularidade. Anteontem, o promotor Lopes encaminhou representação à Justiça Eleitoral contra 29 vereadores que receberam doações consideradas irregulares da Associação Imobiliária Brasileira (AIB). Tatto é um deles.

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