Tatuzão passa sem incidentes por Copan e Edifício Itália

O síndico Lorenzo Del Maffeo, do Edifício Itália, na esquina da Avenida Ipiranga com a São Luís, no centro de São Paulo, ficou apreensivo nas últimas 48 horas, quando o shield, mais conhecido como o tatuzão que cava o túnel da Linha 4-Amarela do Metrô, passou a poucos metros da construção. Para proteger um dos marcos da cidade, Del Maffeo encomendou uma vistoria pericial nos 42 andares e nos subsolos. Segundo ele, o prédio está em perfeitas condições e sem nenhuma trinca ou indício de inclinação. Cópias do laudo foram mandadas às autoridades. "Enviei como medida cautelar para que tenham conhecimento dos possíveis danos da passagem do metrô e para evitar o que aconteceu em Pinheiros", afirma. Nada ficou constatado até agora.O trecho mais delicado para a abertura do túnel da Linha 4, entre o chamado complexo da Praça Roosevelt, Edifício Copan e Edifício Santa Rosália, a poucos metros do Itália, também foi feito sem incidentes. O tatuzão percorreu cerca de dois quilômetros na região em sete dias. A máquina passou a meio metro das estacas de fundação do Viaduto Alcântara Machado, a cerca de 50 metros do Copan, que tem um afundamento histórico de 35 centímetros, e próximo do Santa Rosália. "Foi tranqüilo. Não tivemos reclamação de nenhum morador sobre trincas ou rachaduras", disse o síndico do Copan, Affonso Celso de Oliveira. Na segunda-feira, o tatuzão chegará à Praça da República.Na área crítica, houve aumento da medição e monitoramento do movimento das edificações vizinhas e também do solo. Normalmente essa instrumentação é feita a cada 25 metros. No trecho, foi feita a cada 6 metros. "Além de inspeção prévia pormenorizada, receberam instrumentação para monitoramento complementar", informou o Consórcio Via Amarela, responsável pela obra.

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