Taubaté: campanha arrecada doações para as vítimas da chuva

Mais de quatro mil pessoas estão desabrigadas em São Luis do Paraitinga, cidade vizinha.

João Carlos de Faria,

02 Janeiro 2010 | 18h42

Uma onda de solidariedade em favor de São Luis do Paraitinga, cidade localizada a 170 quilômetros de São Paulo, teve início nesse sábado, 2, quando a Polícia Civil e a Câmara de Taubaté começaram uma campanha para arrecadar doações para as vítimas da chuva, que atingiram a cidade e deixaram um saldo de mais de quatro mil desabrigados.

 

Quatro postos de arrecadação foram montados em Taubaté para arrecadar água, alimentos, roupas e colchões. Na própria cidade de São Luiz do Paraitinga, muitos moradores que estão fora da área atingida pelas águas, colocaram suas casas à disposição para apoiar as operações de resgate das vítimas da enchente e acolher desabrigados.

 

O chefe da Casa Militar e Coordenador da Defesa Civil Estadual, Luiz Marçal Kita, iria sobrevoar a cidade hoje à tarde, para observar os estragos ocorridos e viabilizar ajuda à população.

 

A realização do sobrevôo, no entanto, não pode ser confirmada pela reportagem do Estado, pois a cidade estava incomunicável, com pane no sistema telefônico fixo e de celular. Também faltava energia desde a noite de sexta-feira. A rodovia Oswaldo Cruz está totalmente interditada no km 44, onde as águas do rio Paraitinga invadiram as pistas da rodovia. Outra rodovia, a Nelson Ferreira Leite (SP153) que liga a Oswaldo Cruz a Lagoinha, também foi interditada pela queda de uma barreira.

 

A coordenadora adjunta da Defesa Civil na região, major PM Eliane Nicoluki informou que o governo do Estado já está avaliando os danos e vai ajudar a reconstruir a cidade, que teve quase todo o seu patrimônio arquitetônico atingido pelas águas. Cerca de 80 pessoas entre policias e civis trabalham no local.

 

Hoje pela manhã as águas já haviam derrubado mais da metade da igreja de São Luis de Toloza, que tem mais de 200 anos, alguns casarões igualmente centenários localizados na praça Oswaldo Cruz e a capela das Mercês, a mais antiga da cidade. A prefeitura local decretou estado de calamidade pública.

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