Taxa de homicídio cai 2,1% no País em 2010; no Nordeste, índice sobe

Apesar de aumento nas verbas para segurança, Estados nordestidos não conseguiram controlar mortes

Wladimir DAndrade, Agência Estado

23 Novembro 2011 | 17h34

SÃO PAULO - Mesmo com aumento de investimentos na área de segurança pública, estados nordestinos não estão conseguindo reduzir as taxas de homicídios. Seis entre os oito estados mais violentos estão na região. Apesar disso, no País como um todo, o índice caiu 2,1% no ano de 2010 comparado a 2009, ao passar de 21,9 mortos por 100 mil habitantes para 21,5 mortes.

Em números absolutos, foram 1.049 pessoas mortas a menos, revelou o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira, 23, pelo Ministério da Justiça. Os dados mostram, porém, uma concentração dos piores índices de homicídios nos Estados do Nordeste e do Norte do Brasil.

Alagoas (68 por 100 mil habitantes), Paraíba (38) e Pernambuco (36) estão nas primeiras colocações. Sergipe (33) é o quinto, à frente de Rondônia (35). Bahia é o sétimo (31), atrás do Pará.

Apesar da piora do quadro em Sergipe, o Estado teve o maior aumento global (48,36%) nos gastos com segurança no ano passado em relação ao anterior. Pernambuco aumentou 16,65%, Paraíba 2,51% e Bahia 0,48%.

Por outro lado, as menores taxas foram encontradas no Amapá (3,9 mortes por 100 mil habitantes), Santa Catarina (4,3) e Piauí (7,7). Essas três foram as únicas unidades da federação que tiveram índice de homicídios dolosos abaixo de dez, limite considerado aceitável pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O Estado de São Paulo registrou, no período em análise, queda de 4,9%, ao passar de 11 homicídios por 100 mil habitantes para 10,5. Já o Estado de Minas Gerais, registrou aumento de 22,6%, ao passar de 10 homicídios por 100 mil habitantes para 12,2. Já o Rio de Janeiro, teve queda de 16,8% no período, passando de 33,2 homicídios por 100 mil habitantes para 27,6.

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