''Taxa de sucesso'' de R$ 1 mi a Palocci municia a oposição

A revelação de que o ministro Antonio Palocci recebeu R$ 1 milhão para assessorar um processo de fusão de empresas, que necessita de aval de órgãos do governo, desencadeou críticas na oposição e pressão sobre parlamentares da base aliada para a criação de uma CPI.

Eduardo Bresciani, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2011 | 00h00

O valor da assessoria de Palocci foi revelado ao Estado pelo senador Eduardo Suplicy (PT). Segundo ele, foi o próprio Palocci quem disse ter recebido este montante durante reunião com a bancada do PT e a presidente Dilma Rousseff na semana passada. De acordo com Suplicy, o contrato tinha uma "taxa de sucesso" e Palocci poderia ter recebido até R$ 3 milhões se não fosse obrigado a fechar a atividade de consultoria em dezembro de 2010. Ontem, Suplicy disse ao Estado que a taxa de sucesso "se tratava do sucesso econômico". "Não fiz qualquer menção à aprovação pelos órgãos de controle, nem o ministro Palocci o fez. O ministro enfatizou que em todos os momentos agiu de acordo com ética e de maneira nunca a ferir o interesse público", explicou Suplicy em carta ao jornal.

Para o presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), ao falar de valores Palocci levanta dúvidas sobre seu trabalho. "É uma demonstração de que o próprio ministro tinha consciência que os serviços que estava prestando talvez não valessem tanto."

"Está ficando claro que a ação dele pode não ter sido de consultoria, mas de tráfico de influência, de lobby", afirmou o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias.

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