Taxa poderá livrar motorista de rodízio

A prefeitura de São Paulo estuda liberar o bom motorista do rodízio municipal, em troca do pagamento de uma taxa para ser destinada a um Fundo Municipal de Transportes. A medida, segundo cálculos da Secretaria Municipal das Finanças, traria uma receita à administração de R$ 200 milhões por ano, que seria aplicada em corredores de ônibus, parcerias na construção do Metrô e em melhorias gerais no sistema viário da capital. A proposta foi apresentada pelo chefe de gabinete da Secretaria das Finanças, o economista Fernando Haddad, durante o fórum da prefeitura que discutiu o transporte na cidade. A prefeita Marta Suplicy (PT) já havia dito, no início do ano, que tinha "planos polêmicos" para o transporte municipal. Segundo ela, necessitariam até de consulta popular para colocá-los em prática. Ao apresentar a proposta, Haddad esforçou-se em salientar que a idéia é preliminar. "Ainda é preciso discutir muito", disse o economista. De acordo com os planos da prefeitura, o motorista que estiver há três anos, por exemplo, sem ser multado, será procurado pela administração. "Convidaríamos esse motorista a participar do fundo", afirmou Haddad. "Em troca, ele ficaria liberado do rodízio." Ao contrário da implantação de pedágios urbanos, idéia levantada por especialistas durante o fórum, a proposta da prefeitura teria custo zero para cofres públicos. Para não aumentar ainda mais os congestionamentos, a liberação do rodízio para os bons motoristas teria limite. Seriam concedidas licenças para um número de carros que atingisse, no máximo, 3% da frota diária circulante na cidade.

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