Táxis são opção para Rio-SP

Cariocas ou paulistas que foram trabalhar na cidade têm pago até R$ 1.100 pelas corridas. As rodoviárias também tiveram seus movimentos aumentados, com procura para ônibus com serviço de bordo

Clarissa Thomé e Roberta Pennafort, RIO, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2026 | 00h00

Táxis têm sido cada vez mais procurados por aqueles que querem fugir da crise aérea. Na última semana, a Coopatur, cooperativa de táxi instalada nos aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont, fez 30 corridas entre Rio e São Paulo. "Temos sido procurados por grupos de empresários. Eles percebem que é mais negócio ser pego em casa e deixado em São Paulo, no local do seu compromisso, do que enfrentar a incerteza do embarque", afirma um dos sócios Gilberto Guimarães. As corridas saem entre R$ 900 e R$ 1.100. "Gastamos R$ 60 para três cilindros de gás, o pedágio e a diária em hotel, para o motorista voltar descansado. O custo da viagem sai a R$ 200", afirma. O motorista da Coopertramo Carlos Augusto Cardoso da Silva já foi duas vezes a São Paulo nesta semana. Ele dirige uma van executiva, com capacidade para 12 pessoas. Cobra R$ 1.150, que é dividido entre os ocupantes. "Tenho levado empresários que vieram ao Rio a trabalho e não conseguiram voltar", contou. Com 23 anos de experiência em táxi no aeroporto, Silva disse que nunca viu crise como essa. ÔNIBUS As empresas de ônibus também não param de faturar. Na rodoviária Novo Rio, no último fim de semana, o número de pessoas que embarcaram para a capital paulista aumentou dos habituais 1.800 para 4 mil. De acordo com informações da rodoviária, é grande a demanda por veículos luxuosos - com bancos que reclinam até quase 180 graus, ar-condicionado e serviço de bordo. As passagens custam entre R$ 65 e R$ 75. Os ônibus não se atrasam, não existe problema meteorológico que os impeça de partir e a oferta de horários é enorme. Entre os passageiros agora freqüentes da linha Rio-São Paulo estão muitos executivos e adolescentes. O movimento também aumentou no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo. Ontem, foram colocados em circulação 40 ônibus extras com destino ao Rio. "Enquanto a situação não se normalizar, não entro em um avião", disse o empresário José Augusto de Carvalho, que substituiu aviões por ônibus. No interior de São Paulo, um grupo esperou um vôo, que nunca decolou, por três dias. Ontem, eles conseguiram seguir viagem de ônibus fretado pela TAM até Cuiabá, onde deveriam ter chegado na segunda-feira. Vindos de São Paulo, as 60 pessoas estavam no aeroporto de São José do Rio Preto. A viagem duraria 14 horas.

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