Taxistas de SP pedem aprovação de projeto que acaba com frotas

Mais de 500 motoristas que trabalham em frotas de táxis fizeram uma manifestação nesta quarta-feira na Câmara Municipal de São Paulo. Eles foram exigir mais empenho dos vereadores para que o projeto de lei que acaba com as frotas seja votado em regime de urgência. Foi formada uma comissão com representantes de 15 associações de taxistas para traçar um cronograma de luta para pressionar os vereadores. Nos próximos dias, será marcada uma audiência com o presidente da Câmara, vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT).De autoria do Executivo, o projeto de lei chegou à Câmara há uma semana. O texto está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e deverá ainda passar pelas Comissões de Finanças, Transporte e de Política Urbana. "Se houver empenho dos vereadores, acredito que o projeto seja colocado em votação no início de setembro", disse o vereador Carlos Giannazi (PT). "A nossa bancada já fechou questão em favor da aprovação."De acordo com o projeto, a relação entre os motoristas e a empresa frotista ficou marcada por um "abuso desproporcional". O texto ressalta que o modo como o taxista está vinculado a uma frota atualmente o transforma "claramente" em uma vítima. Ainda segundo o projeto, os motoristas são obrigados a cumprir jornadas de trabalho "degradantes e exaustivas, que chegam a 15 ou 16 horas diárias".Giannazi destacou que os taxistas não são registrados, não têm atendimento médico e são obrigados a dar de R$ 60,00 a R$ 80,00 por dia aos donos das frotas. "Se não cumprirem essa meta, são multados", afirmou.O vereador vai apresentar duas emendas ao projeto. A primeira dá prioridade para os 4 mil motoristas de frota na obtenção dos alvarás sob poder das empresas, que serão sorteados pela Prefeitura. "Se isso não for feito, o tiro pode sair pela culatra, já que a extinção das frotas provocará desemprego", afirmou. "A outra emenda prevê que o Banco Municipal do Povo e o BNDES criem uma linha de crédito, com juros baixos para que esses motoristas possam adquirir seus carros para trabalhar na praça."

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