TCM não explica contrato de R$ 1 milhão

O presidente da Associação dos Funcionários do Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo, Djalma Donato, não conseguiu explicar, segundo os vereadores da CPI do TCM, o contrato de mais de R$ 1 milhão firmado entre a associação e o Escritório de Advocacia Duarte Garcia, Caselli, Guimarães e Terra, em maio do ano passado. A associação contratou os advogados para auxiliarem na defesa do TCM, em ação judicial que tenta sustar o pagamento das Gratificações Especiais de Assistência concedidas pelo tribunal. "O TCM tem seu corpo próprio de advogados e nada justifica esse contrato milionário", acusou o relator da CPI, vereador Vicente Cândido (PT).Donato, que exerce atualmente o cargo de conselheiro substituto do tribunal, admitiu a existência do contrato, mas recusou-se a fornecer os valores. Ele se manteve em silêncio quando os vereadores apresentaram uma suposta cópia, não assinada, da minuta do contrato.O consultor substituto recusou-se também a fornecer informações sobre o TCM, alegando que fora convocado para depor na condição de presidente da associação. Seu depoimento durou pouco mais de 3 horas. O TCM, que tem os funcionários públicos mais bem remunerados de São Paulo, com média salarial de R$ 5 mil, é acusado pela CPI de promover "orgias de gastos".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.