Teatro pode ir para outro lugar

Local deve ser arrendado; parceria com empresas possibilitaria a criação de um novo espaço

Rodrigo Brancatelli, O Estadao de S.Paulo

18 Agosto 2008 | 00h00

Apesar do seguro de cerca de R$ 5 milhões - nem os diretores sabem o valor exato, já que a apólice também foi destruída -, o prédio do teatro não deverá ser reformado nos mesmos moldes. Segundo Eric Klug, responsável por relações institucionais da Sociedade de Cultura Artística, o local poderá ser arrendado e uma parceria poderá ser proposta para empresas com o intuito de ter outro espaço para as peças e concertos. "Os R$ 5 milhões da apólice de seguro (da Companhia de Seguros Aliança do Brasil) estão longe de pagar a reforma que seria necessária", diz Klug. "Queremos resolver o que fazer com os eventos já agendados e ressarcir as pessoas que compraram ingressos. Já conseguimos deslocar os concertos para o Municipal e a Sala São Paulo, mas ainda não sabemos o que será das peças teatrais." O prédio é tombado, o que sempre foi empecilho para reforma ou ampliação. Agora, as sessões dos espetáculos que estavam em temporada no teatro, O Bem Amado e Toc-Toc, estão canceladas. Segundo os administradores, os espetáculos poderão ser transferidos para outros teatros. O valor dos ingressos adquiridos será devolvido - para informações, a Sociedade de Cultura Artística forneceu o telefone (0xx11) 3258-3344. O prefeito Gilberto Kassab visitou ontem o que sobrou do teatro e determinou que o secretário de Cultura, Carlos Augusto Calil, comande um grupo de trabalho com representantes do poder público e da iniciativa privada. A intenção é arrecadar fundos para recuperar o espaço. A Sociedade de Cultura Artística tinha planos de contar com dinheiro público e privado para ampliar o teatro para as comemorações de seu centenário, em quatro anos. A idéia era expandir as áreas coletivas e o foyer superior da construção original, além de incorporar um edifício lateral para servir como setor de ensino, com biblioteca e áreas para patrocinadores. Apesar de contar com o interesse de algumas empresas, o projeto aguardava revitalização da Praça Roosevelt para iniciar a captação de verbas.

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