Técnica desperta controvérsias éticas e científicas

Buscar a leitura do inconsciente para facilitar a venda de produtos e mensagens políticas é algo controverso pelo ponto de vista ético e científico.

, O Estado de S.Paulo

24 Abril 2011 | 00h00

Em 2004, quando o jornal The New York Times publicou sua primeira reportagem sobre o uso do neuromarketing em campanhas políticas, o neurocientista Jonathan D. Cohen, da Universidade Princeton, alertou sobre a dificuldade de fazer uma interpretação exata das reações cerebrais. "É importante resistir à tentação de ler nesses estudos aquilo em que queremos acreditar", afirmou.

Em artigo recente, Camila Victorino, bióloga e pesquisadora em neurociências da USP, questionou aspectos éticos da técnica: "Cabe perguntar se é ético utilizar dados com o intuito de melhor manipular uma mente".

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