Técnico de enfermagem nega ter matado pacientes

Em depoimento em um segundo julgamento, no III Tribunal do Júri, o técnico de enfermagem Edson Izidoro negou que tenha assassinado quatro pacientes do Hospital Salgado Filho, no Méier, zona norte do Rio de Janeiro, instituição onde ele dava plantão.No dia 13 de março deste ano, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio reformou em parte a sentença e fixou a pena de Izidoro em 31 anos. Por conta disso, a defesa entrou com recurso, pedindo novo júri.O fim do julgamento estava previsto para madrugada desta sexta-feira.Izidoro disse que foi coagido por dois policiais a confessar os crimes. A promotoria, no entanto, exibiu várias entrevistas nas quais o técnico de enfermagem confirmava ser o autor dos crimes.Segundo denúncia do Ministério Público, Izidoro desligou os aparelhos respiradores que mantinham vivas as pacientes Marcia Garnier Pereira, Maria Aparecida Pereira e Francisca Teresa Coutinho de Oliveira, o que provocou morte por asfixia.No mesmo dia e local, ele teria injetado dose excessiva de potássio no paciente Matias Gomes.Das cinco testemunhas de acusação que haviam sido arroladas, o Ministério Público acabou interrogando apenas a enfermeira Cristina Maria Duarte Ferreira.Cristina teve que explicar quais os procedimentos para se ministrar o cloreto de potássio em um paciente. De acordo com a enfermeira, a substância é aplicada no paciente dissolvida em soro fisiológico. O paciente só recebe a injeção com ordem médica.Os advogados de Izidoro dispensaram as cinco testemunhas de defesa que tinham sido chamadas.O julgamento foi presidido pelo juiz em exercício Alexandre Abrahão Dias Teixeira. O promotor foi Marcelo Rocha Monteiro, e a defesa do técnico de enfermagem foi feita pelos advogados Arisnaldo de Oliveira Paiva e Nerímio Vieira da Silva Braga.

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