Técnicos farão vistoria na Labormédica

Técnicos da Vigilância Sanitária Estadual e do Ministério da Saúde devem chegar na segunda-feira a São José do Rio Preto para fazer vistoria na Labormédica Industrial Farmacêutica, acusada de ter produzido o soro que já causou a morte de oito pacientes, em hospitais do Vale do Paraíba. O soro que estaria contaminado, é do lote 45.794, produzido em dezembro do ano passado.O trabalho daquela equipe estaria concluído em uma semana. Os técnicos vão investigar, desde o recebimento da matéria-prima, o processo de fabricação e a remessa do produto pronto para hospitais. A Labormédica foi interditada pela Vigilância Sanitária, no dia 23 passado. O diretor do laboratório, Anísio José Moreira Júnior, durante a interdição, disse ter certeza que o soro não está contaminado e que vai aguardar o laudo do Instituto Adolpho Lutz para se manifestar sobre o caso. O laudo deve ser divulgado até o dia 15.Em São José do Rio Preto, dois pacientes que receberam o soro produzido pela Labormédica, tiveram infecção generalizada, após cirurgias realizadas no Hospital Nossa Senhora da Paz. Eles receberam alta uma semana depois. Um dos pacientes foi o aposentado Valter André Luiz, de 59 anos. Sua família pretende pedir indenização à Labormédica e ao Hospital Nossa Senhora da Paz. A outra paciente foi a advogada Delmine Silmara Lopes, de 32 anos. O Hospital Nossa Senhora da Paz divulgou laudo indicando a existência de bactérias no soro da Labormédica. As análises foram feitas no Instituto de Hematologia de São José do Rio Preto.Segundo a Vigilância Sanitária, a Labormédica não poderá produzir, comercializar ou distribuir soro por tempo indeterminado. O laboratório produzia cerca de 50 mil frascos de soro e de outras soluções intra-venosas por dia. Com a paralisação das atividades, a maioria dos 90 funcionários da Labormédica entrou em férias coletivas.

Agencia Estado,

03 de março de 2001 | 13h20

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