Técnicos servem de respaldo para metas serem cumpridas

Depois de aceitar o critério político para partilhar sua equipe ministerial com os partidos aliados, a presidente Dilma Rousseff resolveu fortalecer a gestão das pastas nomeando secretários executivos experientes e ligados aos setores onde atuarão. Com isso, espera blindar seu ministério de um eventual apagão de gestão por conta da acomodação dos partidos que apoiaram a campanha eleitoral.

Marcelo de Moraes, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2011 | 00h00

Assim, técnicos que chegaram a assumir a titularidade de ministérios terão esse papel nas secretarias executivas. Um exemplo é Carlos Gabas, o número 2 no Ministério da Previdência Social que chefiou a pasta na maior parte de 2010.

A experiência de Gabas dará amparo técnico ao novo ministro, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN). O próprio reconheceu, em sua posse, a necessidade da parceria com Gabas e revelou ter apelado pessoalmente para que ele ficasse na secretaria executiva, em vez de aceitar o convite para presidir os Correios.

No Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann fez o mesmo caminho: será secretário executivo do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que reassumiu a pasta.

Na Casa Civil, Antonio Palocci terá Beto Vasconcelos como principal auxiliar. Ele era subchefe de Assuntos Jurídicos na Casa Civil e leva a experiência de lidar com o estilo administrativo que Dilma mantinha no órgão.

A nomeação de Ana Fonseca para o Ministério de Desenvolvimento Social funcionará de forma semelhante. Ana participou da formulação e implementação do Bolsa Família. Essa vivência será aplicada na proposta de erradicação da miséria, primeira promessa de Dilma depois de eleita.

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