Técnicos vão avaliar curto-circuito no metrô

O delegado Valdir de Oliveira, da Delegacia de Polícia do Metropolitano, está à espera de peritos do Instituto de Criminalística, que devem examinar o local onde houve um curto-circuito na linha três do metrô. Esta manhã, às 05h06, um acidente causou fumaça dentro do túnel, matando um passageiro e deixando intoxicados outros 27. Maria Heroína da Silva, de 57 anos, foi atendida na Santa Casa de Misericórdia, mas morreu. Outras 22 pessoas foram atendidas no mesmo hospital, além de outras cinco que foram atendidas no Pronto Socorro Barra Funda.Segundo o delegado, junto a rede elétrica do metrô havia uma borracha que pegou fogo, causando a fumaça. O problema elétrico aconteceu no sentido das estações Barra Funda-Itaquera. A composição 303 vinha no sentido contrário e teve os vagões invadidos pela fumaça. Segundo a assessoria de imprensa do Metrô, o curto circuito acorreu em um cabo de 750 volts. A empresa ainda não calculou qual era o número de passageiros na composição 303 no momento do acidente.Na opinião do filho de Maria Heroína, Clóvis Tavares de Souza Filho, de 36 anos, a empresa falhou no atendimento a sua mãe. "Não existem paramédicos dentro da estação. Ela precisou ser socorrida em carro comum da empresa". A circulação de trens voltou a ocorrer às 10h entre as estações Itaquera, Zona Leste, e Santa Cecília, Zona Oeste. A São Paulo Transportes colocou 80 ônibus para tentar diminuir o problema com o transporte das pessoas que ficaram sem metrô entre às 06h50 e às 10h.

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